Ass.: Vanessa Vieira
quarta-feira, 30 de maio de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
ObServoAção
![]() |
| Juarez Silva |
Vejo
Olho, retorno...
Contorno &
Conformo.
Passeio
Rodeio
(...)
Hgora
ObServo
Sim Servo...
Sinto que sorvo a natureza
Vejo além do entorno
Passo e volto
Pois de fato
Vejo-me humano
Além de um rótulo.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Destino
É
dia,
saio
e
em casa deixo
a
acolhida das finas linhas
que
tecem as cobertas
Sim!
Tenho
frio
O
frio da vida
que
vivida precisa ser.
Me
acolho no frio
me
viro com ele
e
tento, rebento que sou
encontrar
acolhimento
que
frio ou quente
me
aqueça o coração
que
por natureza da vida
é
e sempre há de ser envolvente.
By
Vanessa Vieira
Fotografia:
Sebastião Salgado
sábado, 19 de maio de 2012
domingo, 13 de maio de 2012
Às mães
Vocês que vivem por dois ou três...
Vocês que abrem caminhos...
Enfrentam leões...
Vocês...
Que nos SuPortam
porque amam incondicionalmente
Vocês que enxergam mais.
Que hoje o dia vos seja belo...
e amanhã e depois e sempre também
E que nossas lembranças sejam sempre
Amor, carinho e aprendizado...
Feliz dia das mães!
Vanessa Vieira
Arte de Klimt
sexta-feira, 11 de maio de 2012
ArVida
![]() |
| Arte de Diego Riviera |
Falta o ar
quando o ventoVida espalha alegria
pelo corpo
E assim, o SeRenova...
Haja sustento para
palavrear sobre
o que nos cativa.
Haja!!
Incompletos
Gozamos do bem viver...
Momentos
Segundos que parecem eternos
Hey...
Bom falar e descobrir que somos.
Respirando ArVida.
Abraços a todos os leitores
Um ótimo final de semana a todos!
Ass.: Vanessa Vieira
quarta-feira, 2 de maio de 2012
E você poeta, como tem usado sua escova?
ESCOVA
Eu tinha vontade de fazer como os dois homens que vi
sentados na terra escovando osso. No começo achei que aqueles homens não batiam
bem. Porque ficavam ali sentados na terra o dia inteiro escovando osso. Depois
aprendi que aqueles homens eram arqueólogos. E que eles faziam o serviço de
escovar osso por amor. E que eles queriam encontrar nos ossos vestígios de
antigas civilizações que estariam enterrados por séculos naquele chão. Logo
pensei de escovar palavras. Porque eu havia lido em algum lugar que as palavras
eram conchas de clamores antigos. Eu queria ir atrás dos clamores antigos que
estariam guardados dentro das palavras. Eu já sabia também que as palavras
possuem no corpo muitas oralidades remontadas e muitas significâncias
remontadas. Eu queria então escovar as palavras para escutar o primeiro esgar
de cada uma. Para escutar os primeiros sons, mesmo que ainda bígrafos. Comecei
a fazer isso sentado em minha escrivaninha. Passava horas inteiras, dias
inteiros fechado no quarto, trancado, a escovar palavras. Logo a turma
perguntou: o que eu fazia o dia inteiro trancado naquele quarto? Eu respondi a
eles, meio entressonhado, que eu estava escovando palavras. Eles acharam que eu
não batia bem. Então eu joguei a escova fora.
(Barros. Manoel de. Memórias inventadas: a infância.
São Paulo: Planeta, 2003.p11
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